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Era uma vez um diamante azul chamado Wittelsbach

25/01/10 Marcus Aragão - Arquivado em Jóias - Tags: , , , ,

O verdadeiro luxo é possuir um diamante histórico como o Wittelsback e ficar no anonimato mais rigoroso durante mais de meio século. O luxo se desfruta na intimidade.

O diamante azul de 35,52 quilates saiu presumidamente das minas indianas de Golconda e chegou a Europa no século XVII. Sua história está ligada a espanhola também: Felipe IV o presenteou em 1664 a Infanta Margarita Teresa em honra a seu compromisso com Leopoldo I de Áustria.

Daí a foto abaixo do diamante frente a um retrato da Infanta. Seguidamente foi a peça central de um broche da Ordem do Toisón de Ouro até que passou às mãos da Família Real dos Wittelsbach na Bavária em 1772. Daí o seu nome.

Foi exposto ao público na Expo de Bruxelas de 1958 e logo voltará a ser possível contemplar sua beleza e sua renovada lapidação no Smithsonian, o Museu Nacional de História Natural de Washington, D.C.


E a partir de 1 de agosto de 2010 transladará sua exposição ao mesmo Salão Nacional de Geologia, Gemas e Minerais onde está o diamante Hope, supostamente extraído da mesma mina da Índia, como o reencontro de dois camponeses de uma terra distante.

Sua história moderna não passou despercebida. Em 2008 reapareceu em cena em um leilão da Christie’s em Londres. Em dezembro passado, Laurence Graff pagou pelo Wittelsbach 24,3 milhões de dólares superando todas as expectativas mais otimistas.

E já que é propriedade sua e é um dos joalheiros especialista em diamantes mais reconhecido mundialmente, decidiu dar-lhe uma nova lapidação e um novo nome: agora é o diamante Wittelsback-Graff.

Evidentemente surgiu a polêmica no setor quando um diamante como este perde quilates até ficar em 31,06. Os diamantes e sua lapidação são a vida de Graff Jewelery: o conseguem em um leilão a preço baixo e sua profissão é lapidação de diamantes. Quem se privaria de tal honra em seu lugar?

Via Embelezzia

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