Um Rolls-Royce é um Rolls-Royce. Essa frase faz sentido. Agora, dizer que “o Itamaraty será sempre o Itamaraty. Como o Rolls-Royce será sempre o Rolls-Royce”, é chover no molhado. É o mesmo que falar que ovo é ovo e caviar é caviar.
Mas, não fosse o suficiente, uma legenda pequena completa o rebosteio: “O Itamaraty possui motor de seis cilindros e 3.000 centímetros cúbicos, potência de 132 HP, quatro marchas à frente, todas sincronizadas, rádios com dois alto falantes, estofamento de couro legítimo, tapetes de veludo; e opcionais: ar condicionado e diferencial auto-blocante“, seja lá o que isso queira dizer.
E tem outra: em matéria de carro, Diplomata, pra mim, só o Opala.
A pérola foi publicada na revista Veja, em janeiro de 1968.
